Tuas facetas me fazem vomitar meu coração entupido de palavras desditas 

Das dualidades que sorteiam tão repentinas, o mundo como é, me atinge, me assola, me aflige. Aparece de supetão, mesmo visto e sendo feito há tantos anos. Os olhos puxados, que beiram a maior atrocidade que um coração pode suportar, que merece explodir, de um jeito tão quente e forte e depois da morte que trava os tímpanos. Eu te vi e te quis, desde quando foi primeiro visto. Ainda assim o que sucede é a carne, a vontade.

No chão da lambança, que ronrona, e também toca os cavaletes. Vai para mais perto de mim que jamais transpassou para ti. Eu vi através dos olhos, o suculento, que acata toda a palma da mão. Os cheiros, os pêlos, os desejos. Eu vi e permeei o todo. Claro que o ver me disse. E a claridade me assolou na noite do meio dia. Ainda assim, eu sei que tudo pode não ser depois do que o resquício de vontade só cabe em mim. A lua não voltou pro céu porque eu te desejo, ela voltou porque teria que voltar de todo jeito. Ai que dor eu penso se pensar demais. Mesmo isolado nas vontades de esboçar palavras lindas, apago o que é dito no fundo da cabeça.

Mais vale comer uma lagartixa do que vomitar o que se quer falar, ou talvez mais vale vomitar o próprio coração do que se afogar nas palavras não ditas. Vou-te dizer. Sim, pra quando eu quiser, na hora que eu quiser, pra sempre.

Sabe a dualidade, aquela primeira, me fascina. Que venha um homem que arde, rasga, rege, me fascina, que venha uma mulher, que atiça, que instiga, que afia, me faz pensar tão bem, me fascina igualmente bem. E você que me fez ver teus dois Eus, sabe não, não sabe mesmo, que como sabe de mim o que vi de ti tão simples.

É raso, só sei de pouco. Sei dos livros de pouco. Da biblioteca que adentro o canibalismo da vontade. A vontade mais escarlate que eu pude sentir em tão pouco tempo. Depois da caverna dentro, ali, seis longos períodos. Saído disso, a vontade se sobressaiu do mundo todo. Eu vou gritar pra dentro de mim mesmo tudo que sinto. Tudo o que você me fez sentir. Eu vou gritar pra mim. Dentro de mim. Atolado em todo o vômito de você. Você me paga. Seu feitiço me anestesia. Meu desejo me quer ter você. Pra sempre e não só aquele sempre que durou minutos afim.

Eu repito, eu repito quantas vezes me preciso. Eu me preciso, preciso de precisar, e de precisão, e de precisaria se fosse tido a ter me dito. Você me paga. Não me queira que eu me sinta assim nem por mais algum dia. Tudo passa, como um ferro, como uma uva, como uma urticária. Eu vou passar a nuvem obsoleta do fim das coisas que jamais tornarão a sentir o cheiro das terras de um dia instável.

Por mais que seja um ser ferido, eu fui pra fora das onças com pintinhas menores que as longas nuvens de poeira estelar. Eu sei que sou. Eu sei que posso. Mas por agora, não tem mais eu.

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