Todo grito mais forte do mundo parte do não-saber de um morcego cintilante

Diretrizes mostram que o pano de chão mais sujo que a sarjeta de um unicórnio, pode ao menos reiterar a monstruosa concepção do mundo, que partiu-se três vezes ao tamanho da bola de gude que rola no chão em direção ao esgoto. Sabe por quê? Porque o mundo caiu num infinito de impossibilidades que permeiam a borda do desfeito, eu te digo isso todas as vezes, mas você insiste em negar. Lembra-se de quando o pedaço de lagosta ruiu num experimento fugaz da contra-mão do coveiro?

Não sei, não sei mais, eu quero gerir o fruto dos ovos, eu quero gesticular em todos os conceitos de morte, eu creio que a criação do mundo foi além da estratosfera do antagonismo a Plutão, porque eu vi a explosão catártica daquele dia antes do amanhã, quase depois do fim do expediente de todos os ossos da terra, ao emergir de um tufão tão colossal que destruiu as telhas da casa do cabresto entortado na ferradura do jumento Tristinho.

Que pelo menos não seja assim tão forte depois da meia noite as movimentações fantasmagóricas que surgiram no âmago da minha Existência, abaixo dos fundares dos oceanos, mais profundos que a civilização da escuridão ao cuspir a rota de fogo para dentro do fim do Universo.

Aquém talvez das monstras, ainda assim, mais pra lá do horizonte-além, porque de lá que eu vim, você sabe bem. Eu preciso festejar cada cor que não nivelou a altura do cabrito, porque quando se nasce dentro de um pedaço de algodão branco como a neve, sai-se mais translúcido do que a loucura. Eu te quero, eu te quero pra sempre, mas jamais vou deixar as formas esverdeadas tomarem conta do Todo. Nada sei de não-saber, mas tudo cabe dentro de uma sabedoria ancestral que rói a roupa mais uniforme que o manto sagrado da desonra de todos os santos. 

Jesus Cristo me disse certa vez, que o manto que te cobre, pode muito bem desaparecer na penumbra da mortalidade degenerada dos vermes escarnecidos, abaixo do pulmão de uma foca que fareja o fim das gestações de todos os monumentos, pois foram feitos em pedra de sabão. Ele me disse isso pouco antes das fronteiras se desmoronarem na Pangeia, e quase depois que o último anfíbio do mundo se deformou em dinossauros gigantescos que cabiam dentro de uma empadinha. Não sei qual o tamanho das cores, mas as formas me mostram que tudo cabe dentro de um todo que talvez nem saiba se é o tamanho de acordo com a caneta dos conceitos animalescos de fora da razão.

Não quero mais saber de nada do que me foi não-dito e sempre que me falarem meias verdades vou tomar a forma de um morcego cintilante que rasteja dentro de uma maçã empobrecida, porque o veneno que dela saía não foi capaz de destruir o paraíso. Fuja de dentro de mim como fazem todas as merdas ao sair de todos os orifícios das galáxias mais distantes de mandrágora.

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